Arquivo para Junho, 2008

Luta pelo Planetário de MT ganha apoio do Planetário de CE

Visita ao Planetário Rubens de Azevedo (Fortaleza-CE) traz avanços ao Projeto do Planetário de Mato Grosso

Fortaleza-CE - Em reunião no último dia 17 de junho, os astrônomos Demerval Carneiro e Eduardo Baldaci conversam sobre a criação do Planetário de Mato Grosso. A hospitalidade cearense, proporcionou uma sessão do planetário e um encontro promissor entre os dois astrônomos.

O Prof. Demerval Carneiro deu importantes dicas para o astrônomo cuiabano e se dispos à vir ao nosso estado para apoiar no que fôr necessário para a criação de nosso planetário.

CRONOGRAMA DO PLANETÁRIO

Baldaci e o Presidente da ALMT, quando Sérgio Ricardo se dispos à mandar mensagem ao governo indicando o Planetário.

                    Reunião na Prefeitura trata sobre obra do Planetário

Ovni brilhante surpreende astronautas a bordo do ônibus espacial Discovery

 tripulação do ônibus espacial Discovery, que se prepara para retornar à Terra neste sábado (14), relatou um fenômeno curioso: um aparente “objeto voador não-identificado” que foi visto flutuando para longe do compartimento de carga da nave, quando os jatos do Discovery estavam sendo testados.

O comandante Mark Kelly e o piloto Ken Ham pegaram uma câmera fotográfica para clicar o objeto, que media pouco menos de meio metro e brilhava ao Sol conforme se afastava. Especialistas em imagens estão examinando as fotos para ver se há alguma razão para se preocupar.

 

“Não é nem um pouco incomum que objetos se desprendam da estrutura do ônibus espacial ou de seu compartimento de carga durante o acionamento dos jatos”, afirmou Rob Navias, da Nasa. Os engenheiros da agência espacial americana também estão estudando uma pequena protuberância na cauda da ”barbatana caudal” da nave, uma superfície aerodinâmica usada para guiar o ônibus espacial através da atmosfera durante o pouso.
Segundo Navias, acredita-se que a protuberância seja um pequeno pedaço de insulação do ônibus espacial. Nenhum dos problemas deve afetar os planos de pouso do Discovery por volta das 12h15 do sábado (horário de Brasília).

E-mail enviado ao Presidente Lula pede apoio ao Planetário

Projeto Planetário é apresentado em Cuiabá

Luis Sampaio, Presidente da Omnis Lux (representante da Carl Zeiss no Brasil) apresenta o Projeto do Planetário de Mato Grosso na reunião organizada na Governança da Prefeitura de Cuiabá (11 de Junho de 2008).

Todos os líderes do governo municipal presentes foram impactados pela importância do projeto, que poderá ser apoiado pela Prefeitura e ser localizado no Parque Tia Nair ou no Centro de Eventos do Pantanal.

Após 4 anos lutando por esta reunião, foi uma vitória pessoal para mim. Como mentor intelectual do projeto, acredito que nunca estivemos tão perto de sua execução.

 

ZP4 Carl Zeiss – Modelo ultramoderno à ser implantado no Planetário de Mato Grosso

“Minhoca marciana” era apenas um parafuso da Phoenix !

Parafuso da Phoenix chegou a ser confundido com uma “minhoca”. Que nada ! Apenas uma peça sem importância que soltou depois da longa viagem e a reentrada brusca na atmosfera marciana.

Arqueologia prova sem sobra de dúvida: deuses não eram astronautas

Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo

Divulgação
Indiana Jones e seu parceiro Mutt no novo filme: aliens maias, só na ficção (Foto: Divulgação)

 

Relevo representando príncipe maia de Palenque (Foto: Reprodução)

Indiana Jones que nos perdoe, mas nenhum arqueólogo que se preze cairia no conto dos maias alienígenas, como o herói do chapéu e do chicote faz em seu último filme. Não vamos nem entrar no mérito das caveiras de cristal, fraudes óbvias do século 19 produzidas com tecnologia industrial (confira reportagem sobre isso aqui). Duro de engolir mesmo é a idéia, muito disseminada, de que toda civilização antiga com construções nababescas e aparente falta de tecnologia avançada só teria conseguido seus avanços com a ajuda de ETs.

 

Uma das expressões mais populares dessa idéia é a expressão “Eram os deuses astronautas?”, cunhada em um dos livros do escritor suíço Erich von Däniken. A tese estapafúrdia diz, grosso modo, que os deuses de quase todas as mitologias antigas eram, na verdade, seres alienígenas que trouxeram técnicas e conhecimentos avançados para os seres humanos primitivos. Os partidários da idéia usam as pinturas e esculturas antigas como “evidência” da passagem desses “deuses astronautas” pela Terra. O único problema é que não se deram ao trabalho de olhar direito o registro arqueológico.

 Primeiro, o registro arqueológico mostra que nenhum povo antigo das Américas (e, aliás, do mundo) jamais andou produzindo caveiras de cristal. Em segundo lugar, sugere que as sementes das grandes civilizações apareceram gradualmente na América Central, no Egito e na ilha de Páscoa, sem a necessidade de qualquer influência externa. E, finalmente, dá indícios claros de que nenhuma tecnologia mágica foi necessária para construir pirâmides ou outros megamonumentos: só conhecimento empírico, bom planejamento e muita, mas muita força bruta mesmo.

  Idéias de jerico

A origem das grandes civilizações americanas, que incluem não só os maias como os astecas, incas, toltecas e olmecas, sempre foi terreno fértil para idéias de jerico e preconceitos. O problema começava já com a maneira de pensar dos conquistadores espanhóis, que não aceitavam que meros “selvagens” pagãos fossem capazes de construir cidades como Tikal, que não chegou a ser vista pelos europeus mas, em seu apogeu, por volta do ano 800, chegou a abrigar mais de 100 mil habitantes.

 

Reprodução
Máscara de jade representando deus maia: vaga inspiração para a Caveira de Cristal (Foto: Reprodução)

 No século 19, antes que a construção desses complexos fosse atribuído a alienígenas ou habitantes do continente perdido da Atlântida, “várias teorias diziam que a origem da civilização nas Américas tinha se dado com supostas viagens e migrações vindas do Velho Mundo”, escreve Robert J. Sharer, antropólogo e arqueólogo da Universidade da Pensilvânia (EUA).

 ”Assim, os mexicas [astecas], incas e maias eram vistos como colonos esquecidos das civilizações do Egito, da Grécia, de Cartago, de Israel ou de Roma”, diz Sharer. Na verdade, o parentesco biológico dos povos responsáveis pelas grandes civilizações da América com tribos de caçadores-coletores da Amazônia ou do Arizona é indiscutível. A influência egípcia é zero, portanto. Mas, mais importante ainda, os impérios das Américas não surgiram num passe de mágica.

  Lento e gradual

No mais recente filme da série “Indiana Jones”, o arqueólogo-galã dá de cara com pinturas representando alienígenas dando aos povos humanos antigos o conhecimento sobre a agricultura, as técnicas artesanais, a arquitetura e outras artes essenciais para a civilização.

 Ficção à parte, se uma raça avançadíssima do espaço sideral foi mesmo a responsável pelo surgimento das grandes civilizações no nosso continente e em outros lugares, a única coisa que se pode dizer a respeito é que ela foi um bocado incompetente. Isso porque os ancestrais dos maias e outros povos demoraram milênios para começar seus projetos faraônicos. Mapeando a origem de tais culturas, os arqueólogos descobriram uma evolução lenta e gradual, que começa com meros caçadores-coletores e vai tomando fôlego devagarinho, graças inicialmente à domesticação do milho e outros produtos agrícolas entre 7.500 anos e 9.000 anos atrás.

 

Reprodução
O chamado Templo de los Guerreros, em Chichen Itza, cidade destruída por volta do ano 1000 (Foto: Reprodução)

 A centralização de poder e o começo de construções respeitáveis demorou um bocado, conforme as vilas de agricultores começavam a crescer em população e estabelecer redes de alianças e domínios. Os primeiros assentamentos que poderiam ser considerados maias só surgem há menos de 4.000 anos, e os monumentos iniciais desse povo são simples montículos artificiais usados como túmulos há uns 3.000 anos.

 

O apogeu da civilização maia começa apenas por volta do começo da Era Cristã, com grandes cidades, pirâmides, praças majestosas e uso extenso de um tipo complicado de escrita. Como tamanhos monumentos de pedra poderiam ter sido erigidos no meio da floresta tropical do México, da Guatemala e de Belize?

 

 Matéria-prima local

Essas obras não são tão surpreendentes quanto parecem. Embora os maias só contassem com ferramentas de pedra para realizá-las, é preciso lembrar que eles utilizavam quase sempre rochas calcárias, relativamente fáceis de trabalhar nessas condições. Também não há sinais de que eles tenham transportado a matéria-prima de muito longe: as pedreiras calcárias eram quase sempre exploradas localmente pelos governantes maias. (Mesmo que fosse necessário buscar pedras longe, o uso de trenós de madeira pelos egípcios durante a construção das pirâmides mostra que não eram necessários guindastes motorizados para fazer esse tipo de serviço na Antigüidade.)

 

Os maias e outros povos da região desenvolveram uma forma relativamente tosca de cimento, também feita à base de rochas calcárias, para o acabamento de seus edifícios. Eles complementavam a falta de ferramentas de metal com um conhecimento teórico bastante avançado de matemática, que lhes permitia boa precisão nas medições de blocos de construção, por exemplo.

 

Também nesse caso, assim como nos conhecimentos dos antigos povos da América sobre astronomia, não há nada de mágico. Todos os povos antigos tinham facilidade para acompanhar os ciclos astronômicos naturais por meio de observação sistemática dos céus. Se por algum motivo a cultura deles atribuía um significado religioso e ritual a esses ciclos, um passo natural era desenvolver técnicas para medi-los com precisão — o que, aliás, também foi feito no antigo Egito e na Mesopotâmia (atual Iraque).


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